A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio Grande do Sul


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio Grande do Sul aumentou a fiscalização nos veículos que cruzam a divisa com Santa Catarina como parte do planejamento das ações de combate aos ataques criminosos que estão ocorrendo no estado vizinho. Neste domingo (17) foi montada uma barreira no km 0 da BR-101, no município de Torres, no Litoral Norte gaúcho, com o objetivo de encontrar envolvidos nos atentados em solo catarinense.

Cerca de 30 agentes da Polícia Federal do Rio Grande do Sul foram deslocados para ajudar na fiscalização, segundo o responsável pela comunicação da PRF-RS, João Antônio Brasil. Veículos de todos os tipos estão passando por uma revista minuciosa. Todos os compartimentos dos carros estão sendo verificados.


Com um incêndio em um carro particular em Tubarão, no Sul de Santa Catarina, subiu para 107 o número de ataques nesta segunda onda de violência que atinge o estado. De acordo com relatório da Polícia Militar, o atentado ocorreu por volta das 3h15 deste domingo (17) no bairro Fabio Silva. O automóvel estava estacionado em frente à casa do proprietário quando criminosos jogaram gasolina nos pneus do veículo.
Entenda o caso

A segunda onda de atentados em Santa Catarina começou na noite de 30 de janeiro, no Vale do Itajaí. Até as 8h deste domingo (17), a Polícia Militar havia confirmado 107 ataques. Veículos foram incendiados e foram disparados tiros e jogados coquetéis-molotovs contra prédios públicos. As ocorrências foram registradas em 34 municípios: Navegantes, São José, Florianópolis, Criciúma, Itajaí, Palhoça, Camboriú, São Francisco do Sul, Laguna, Araquari, Gaspar, Joinville, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Maracajá, Ilhota, Tubarão, Chapecó, Indaial, Brusque, Blumenau, Garuva, Bom Retiro, São Bento do Sul, Rio do Sul, Porto União, São João Batista, São Miguel do Oeste, Içara, Imbituba, Guaramirim, Campos Novos, Balneário Rincão e Itapoá.

O policiamento foi reforçado em todas as regiões. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a suspeita é de que as ordens sejam comandadas por uma facção criminosa e partam de dentro dos presídios. As autoridades investigam a relação dos ataques com denúncias de maus-tratos no Presídio de Joinville e com transferências de detentos no sistema prisional do estado. Em Joinville e Florianópolis, são feitas escalas especiais de escolta para os ônibus do transporte coletivo.
Em novembro de 2012, quando aconteceu a primeira onda de atentados, durante sete dias foram confirmados 58 atentados em 16 municípios catarinenses. Os ataques cessaram depois do anúncio da saída do diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

POSTADO POR MARY DE OLIVEIRA
17/02/2013