PC realizou cinco flagrantes no fim de semana em Amambai

PC realizou cinco flagrantes no fim de semana em Amambai

Dos cinco flagrantes, quatro foram por tráfico de drogas. Todos são de fora do Mato Grosso do Sul.

A Polícia Civil lavrou cinco autos de prisão em flagrante, quatro deles por tráfico de drogas, nesse final de semana, em Amambai.
Em um dos flagrantes, realizado na sexta-feira (9) o acusado comercializava droga dentro do presídio em Amambai nesta  terça-feira) e os outros três, todos presos nesse domingo, dia 11, transportavam drogas em veículos.
Atualmente cerca de oitenta por cento dos quase duzentos detentos recolhidos no EPA Estabelecimento Penal de Amambai), são oriundos do tráfico de drogas e a maioria deles residentes em outros estados da Federação, que acabam presos ao transitarem por rodovias sob jurisdição da Comarca de Amambai, em Mato Grosso do Sul.
O grande volume de prisões por tráfico em Amambai não sobrecarrega apenas o presídio de segurança mínima local, que tem capacidade para 67 detentos, mas também cômodos da Delegacia de Polícia Civil local, que acabam servindo como depósito de entorpecentes e inclusive o pátio da Delegacia, já que na maior parte das apreensões realizadas a maconha é encontrada a granel ou escondida em fundos falsos, os chamados “mocós”, em veículos, que também acabaram apreendidos.
No mês passado a Polícia Civil de Amambai realizou a incineração de 20 toneladas de drogas, a maior parte maconha, mas mesmo assim o “estoque” armazenado continua alto na Delegacia local em razão de novas grandes apreensões realizadas.
De 1 de janeiro até agora (maio) só a Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) da base operacional situada no município realizou a preensão de quase dez toneladas de maconha na região de Amambai, sem contar com as apreensões realizadas pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e pelas polícias, Civil e Militar.
Esse alto índice de apreensões de drogas realizadas no âmbito da comarca de Amambai não acarreta apenas na superlotação do presídio, do pátio e das instalações da Delegacia, mas também acaba atrapalhando o trabalho da própria Polícia Civil local, que ao invés de atuar na investigação de crimes cotidianos ocorridos na cidade e que lesam diretamente a sociedade amambaiense, como é o caso de furtos e pontos de venda de drogas, as chamadas “boca-de-fumo”, em muitos momentos tem que se desdobrar para atender casos de apreensão de drogas que saíram do exterior e teriam como destino outros estados brasileiros.
Coronel Sapucaia, Paranhos e Aral Moreira não produzem maconha
Cidades brasileiras da fronteira com o Paraguai como Paranhos, Aral Moreira e principalmente Coronel Sapucaia, de onde sai mais de 80% das cargas de maconha e haxixe apreendidas na região de Amambai, não produzem as drogas denominadas.
A maconha e os demais entorpecentes são produzidos e embalados em território paraguaio e entregues para brasileiros do lado de cá da fronteira para seguir viagem e abastecer grandes mercados consumidores como o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, por exemplo.
A legislação brasileira diz que casos de tráfico internacional e tráfico interestadual de drogas é de competência da Polícia Federal e não das polícias estaduais.
Como toda a droga apreendida na região é originária do Paraguai e em quase cem por cento das apreensões os carregamentos tem como destino outros estados, em teoria a responsabilidade em apreender e dar andamento ao inquérito que investiga seria exclusivamente da Polícia Federal, mas isso não ocorre na prática.
Segundo a polícia existe um entendimento que a partir do momento que o traficante recebeu a droga em território de Mato Grosso do Sul e acabou preso ainda dentro do espaço territorial do Estado, a competência de atuação passa a ser da polícia e da Justiça de MS, ou seja, os gastos desse a prisão e para manter o preso são do Governo de MS e quem paga a conta é a população sul-matogrossense
            DATA 12/05/2014 AMAMBAI MS  FONTE A GAZETA.