Crise Política em Campo Grande/MS – Parte 1

CRISE POLÍTICA EM CAMPO GRANDE/MS
Parte 1

SEM ACORDO, PROFESSORES APROVAM GREVE E 100 MIL ALUNOS FICAM SEM AULA

MESMO TEMENDO POSSÍVEIS DEMISSÕES, CERCA DE 1200 PROFESSORES, A MAIORIA TEMPORÁRIOS, OPTARAM PELA GREVE



Sem reajuste salarial e com cortes em bonificações, professores da rede municipal votaram pela paralisação das atividades por tempo indeterminado.  Com isso, a partir de segunda-feira (25), 100 mil alunos estarão sem aula em Campo Grande. Mesmo temendo possíveis demissões, cerca de 1200 professores, a maioria temporários, optaram pela greve.

A categoria exige do prefeito Gilmar Olarte (PP), o cumprimento da lei federal 11.738/08 e da municipal 5.411/14 que determinam a equiparação do piso municipal ao piso salarial nacional, 13,01%. No entanto, o chefe do executivo já anunciou que não dará qualquer reajuste a categoria.

Além do reajuste zero, professores temporários foram alvo de vários cortes justificados pelo ‘limite’ no gasto com funcionalismo no município.  Além de 13° salário e férias, a complementação salarial também foi suspensa. O total corresponderia a 1/3 da renda dos trabalhadores.

“Ele disse que vai nos pagar em julho, mas qual é a garantia que temos de que ele vai cumprir a promessa. Não podemos arriscar”, lamenta uma professora convocada que preferiu não se identificar.

 “Nós ficamos sem emprego em julho, janeiro e fevereiro. Esses cortes feitos pelo Olarte são justamente a parte que economizamos para manter esses períodos sem emprego”, critica outra professora convocada.
  
As duas votaram a favor da paralisação, mesmo temendo sofrer retaliações por parte da administração do munícipio. “É uma situação complicada para os convocados, eles possuem poucas garantias. Mas é um momento em que temos de nos unir para conseguir os nossos direitos”, disse uma professora efetiva do munícipio.

Campo Grande possui 96 escolas municipais, cerca de 100 mil alunos e pouco mais de 8 mil professores, 2 mil deles temporários, de acordo com Geraldo Gonçalves, presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da educação Pública).

Alerta

Nesta terça-feira (19) a rede municipal de Campo Grande está paralisada em advertência contra as medidas tomadas pela prefeitura. Apesar da grande adesão, de acordo com a ACP, não é possível mensurar quantas escolas e estudantes estão sem aulas.

A última tentativa de negociação aconteceu na tarde do dia 13 de maio, quando a Comissão de diretores da ACP ouviu dos representantes da prefeitura um “não” ao cumprimento das Leis. O Prefeito Gilmar Olarte informou, através de ofício, assinado pelos Secretários de Administração, Wilson do Prado; Adjunto de Planejamento, Ivan Jorge; de Governo, Rodrigo Pimentel e Procuradora Adjunta do Município, Kátia Sarturi, que não vai cumprir a legislação vigente.
  

FONTE: TopMídiaNews
Campo Grande/MS, 19 de Maio de 2015