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16/03/2020 às 11h08 - atualizada em 16/03/2020 às 11h37

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Amambai / MS

Gilbert Durinho exalta
Após bater Demian Maia, brasileiro agora quer enfrentar o segundo colocado da categoria para se aproximar de uma disputa de título
Gilbert Durinho exalta

Gilbert Durinho provou no sábado que se firmou na categoria dos meio-médios (até 77kg). Diante de Demian Maia, número 5 da divisão, ele venceu por nocaute técnico com um cruzado de esquerda e imediatamente passou a sonhar alto. Seu alvo agora é o segundo colocado do ranking, Colby Covington, que virou desafeto dos brasileiros justamente quando bateu Demian e chamou os fãs em São Paulo de animais imundos, além de falar que o Brasil é um esgoto. As ofensas até hoje incomodam Durinho, que quer ter a chance de entrar no octógono com o americano.







 

Gilbert Durinho nocauteou Demian Maia no primeiro assalto — Foto: Raphael MarinhoGilbert Durinho nocauteou Demian Maia no primeiro assalto — Foto: Raphael Marinho

Gilbert Durinho nocauteou Demian Maia no primeiro assalto — Foto: Raphael Marinho





- Ele é o próximo, Colby Covington é o próximo. Para quando ele estiver pronto, se for semana que vem eu estou pronto, pode ser daqui a dois ou três meses, ele é o próximo. Na verdade, quando ele veio aqui em São Paulo e falou um monte de besteira, eu já era um meio-médio, mas fazia loucura de descer para o peso-leve, e isso ficou agarrado na minha garganta, tive que engolir aquilo sem poder falar nada. Mas vim fazendo meu trabalho, subi de categoria, vim subindo de posição, e agora posso falar: ele é o próximo e vai engolir tudo que ele falou - disparou.




O brasileiro também comemorou o triunfo, que foi eleito por ele com o maior de sua carreira no MMA, mas prometeu que não vai parar por aí.




- Até agora, sim (é a maior vitória da carreira). Mas tem muito mais por vir, (foi contra) um cara duríssimo, a lenda do jiu-jítsu, todo respeito para ele, mas agora chegou a passagem da tocha.




Confira outras declarações de Durinho na coletiva de imprensa do UFC Brasília:




Pouco jiu-jítsu na luta




- Não, eu queria buscar o jiu-jítsu sim, queria buscar a trocação, mas eu estava muito confiante que eu iria acabar com a luta, mais cedo ou mais tarde. A estratégia era ir me achando, a gente não veio “não vamos fazer chão”, não. A gente sempre tem um plano, e o plano foi não deixar ele me cercar e começar a lutar mais à vontade, e eu ir me soltando. Tinham vários golpes que eu queria fazer, o chute por baixo que fiz, o chute no corpo que fiz, o direto por cima, o cruzado por cima, a queda, o jiu-jítsu. Eu estava com muita arma para usar, e foi essa que apareceu. Eu pensava que iríamos fazer três rounds de guerra, era o que estava na minha cabeça, mas quando a mão entrou, o bicho caiu mal, ainda bateu com a cabeça no chão e, para mim, o juiz ia parar. Mas eu fui para cima. Mas, respondendo à sua pergunta, achei que a gente fosse fazer jiu-jítsu sim.




Momento do knockdown




- Do jeito que ele caiu... já caiu mal, o olho já virou, e ele bateu com a cabeça, e não tinha torcida e quando caiu fez um barulho “pow”. O juiz quase parou, ele meio que depois deixou continuar... Doeu um pouco de ter terminado daquele jeito ali, pelo respeito e admiração que tenho pelo Demian. Foi a hora que deu uma emocionada a mais porque não precisava fazer aquilo tudo.






 

Gilbert Durinho comemorando a vitória sobre Demian Maia — Foto: Buda Mendes/Getty ImagesGilbert Durinho comemorando a vitória sobre Demian Maia — Foto: Buda Mendes/Getty Images

Gilbert Durinho comemorando a vitória sobre Demian Maia — Foto: Buda Mendes/Getty Images





Tranquilidade quando Demian Maia dominou as costas




- Estava muito tranquilo. O Vagner Rocha, o meu irmão (Hebert Burns), ficaram me mochilando o treino inteiro, dois meses ali, fora os wrestlers que ficaram em cima de mim o tempo inteiro. Estava muito preparado. A saída foi tranquila. Se derem um close no meu rosto, vão ver que eu estava tranquilo, fui saindo bem tranquilo, e na manha ali, no jiu-jítsu, e quando voltou em pé vi que ele frustrou um pouquinho. E foi onde eu comecei a ficar mais confiante e tranquilo.




Feito para poucos




- O Tyron Woodley não fez isso, o Anderson Silva não fez isso, vários outros não fizeram isso. Isso aconteceu uma vez, e eu estava no jiu-jítsu ainda quando ele foi nocauteado, eu lembro que foi nocauteado pelo Nate Marquardt. E naquela época não tinha nem USADA, o cara entrava igual a um gorila, mandou uma mãozada, e o Demian caiu. Mas depois que entrou USADA, e o bicho desceu de categoria, ninguém fez isso, o campeão (Usman), Tyron Woodley, o Colby. E eu fiz. Então acho que estou trazendo algo especial. Um cara que tem um jiu-jítsu de alto nível, que chegou na posição dele, e não conseguiu fazer muita coisa, e quando a luta voltou em pé eu defini em um round, coisa que ex-campeões não fizeram em cinco.




Missão secreta




- Estou bastante (orgulhoso), e outra coisa: foi sinistro lutar naquele lugar, e a história foi feita, não tinha ninguém naquele lugar. Estava brincando que parecia que eu fui para uma missão secreta. Primeiro que estava todo arrumadinho, com uma mala, igual a um 007. Cheguei na parada e ninguém viu. Fiz a missão, tem que ir embora, entrei na van e ninguém viu. Senti que estava numa missão secreta, e foi estranho. Fiquei bastante nervoso no começo também, mas consegui mesmo nervoso, mesmo diante de uma lenda e um cara que respeito, dar o meu máximo e ter uma excelente performance.




Distância para o cinturão




- Se está no meu controle, mais uma e vamos pro cinturão. Mas não está no meu controle. A performance que tive contra o Demian falou muito porque Woodley, Kamaru e o Colby não acabaram com ele, um precisou de três e os outros precisaram de cinco rounds e não terminaram. Estou me credenciando e um passo de cada vez. Não estou com pressa, tem muita gente para eu bater ainda.


 





 



FONTE: Globo Esporte

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